Declaração Doutrinária
I. A Doutrina das Escrituras
Nós cremos que os livros das Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, conforme os possuÃmos hoje, excluindo os livros apócrifos que foram acrescentados à s Escrituras pela Igreja Católica Apostólica Romana no séc. XVI, são:1. A Palavra de Deus inspirada sem erros nos escritos originais e que foi escrita pelos autores humanos escolhidos por Deus (Jer.36:2; Eze.1:3; Act.1:16; Rom.15:4; I Tes.2:13; II Tim.3:16; Heb.1:1-2; II Ped.1:20-21; Apoc.14:13);2. A revelação completa da Sua vontade para a salvação do homem (Deut.4:2, 12:32; João 20:31; II Tim.3:14-15; II Ped.1:19; I João 5:13; Apoc.22:19);3. A autoridade final e divina para tudo o que respeita à fé, à vida e à conduta cristãs. Pode-se aprender com as tradições, mas estas, tal como as pessoas, mudam e, por vezes, contrariam o claro ensino bÃblico (Isa.40:8; Mat.15:1-9; Mar.13:31; Luc.24:25-27, 44-45; Rom.15:4; II Tim.3:16-17; I Ped.1:24-25).
II. A Doutrina de Deus
Cremos na existência de um único Deus, vivo e pessoal, auto-existente desde toda a eternidade. Deus é espiritual em Sua natureza, ou seja, em Seu Ser essencial, Deus é EspÃrito, eterno, imutável, santo, justo, recto, amoroso, misericordioso, gracioso, omnipotente, omnisciente, omnipresente, infinito, o soberano Criador e Sustentador de tudo o que existe. Ele é um só em Seu ser, e existe e revela-se em três pessoas distintas: Pai, Filho e EspÃrito Santo, substancialmente iguais, possuindo os mesmos atributos, poder e glória (Gén.1-2; Êxo.3:14; 34:6-7; Deut.6:4; I Crón.29:11; Sal.90:2; 103:8;139:1-4, 7-10;145:17; 147:5; Prov.15:3; Isa.42:8; 45:5; Mal.3:6; Mat.3:16-17; 28:19; João 1:1-3; 3:16; 4:24; 5:26; Act.5:3-4; Rom.9:5; I Cor.2:10-11; Heb.1:3;I João 4:16; Apo.4:8-11; 15:4).
III. A Doutrina de Jesus Cristo
Cremos que Jesus Cristo é Deus encarnado, a imagem do Deus invisÃvel, que continua a ser perfeito Deus e perfeito homem em duas naturezas distintas, numa só pessoa para sempre. Cremos na Sua concepção pelo EspÃrito Santo, no Seu nascimento virginal, na Sua vida sem pecado, nos Seus milagres, na Sua morte expiatória na cruz em prol da humanidade, na Sua ressurreição corporal, na Sua ascensão ao céu, na Sua obra de único Mediador entre Deus e os homens e na Sua segunda vinda corporal para receber a Sua noiva, a Igreja, e estabelecer o Seu reino com poder e grande glória (Isa.53:5; Mat. 1:18; 24:27-31; 28:5-6; Luc.1:31-35; 21:27; 24:37-43, 50-51; João 1:1-3, 14; 14:2-3; 19:16-18; Act.1:9,11; I Cor.15:3-4; II Cor. 5:21; Efé.5:25-27; Col. 1:15-20; I Tess.4:14-17; I Tim.2:5; Tito 2:13; Heb.1:2-3; 4:14; 7:24-25; 9:24-28; I Ped.3:18; I João 2:1-2; Apoc.1:12-18; 11:15).
IV. A Doutrina do EspÃrito SantoCremos na divindade e na personalidade do EspÃrito Santo e que o Seu ministério é glorificar o Senhor Jesus Cristo. Ele convence do pecado e regenera o pecador pela sua fé em Jesus Cristo. O baptismo do EspÃrito Santo dá-se na altura em que colocamos a nossa fé em Jesus Cristo, unindo-nos, então, a um corpo, do qual Jesus Cristo é a Cabeça. O EspÃrito Santo santifica o crente e habita nele como uma dádiva e como garantia da sua salvação eterna, instrui, sela, liberta, ilumina, fortalece, chama, conforta, enche, guia e dá poder para uma vida e serviço santos. Cremos que o EspÃrito Santo, segundo a Sua vontade, enriquece a Igreja com dons espirituais e distribui-os a cada crente conforme Lhe parece. O EspÃrito Santo une e guia a Igreja no cumprimento da missão que lhe foi confiada por Jesus Cristo. Cremos que o EspÃrito Santo é uma pessoa e não apenas uma força (Luc.24:50-53; 20:36; João 1:12; 3:16,19; 16;13-14; 19:16-18; Actos 1:8; 13:2, 4; Rom.3:24-26; 6:11-14; 8:2, 14-16; 12:4,8; I Cor.2:12, 14; 6:18-20; 10:31; 12:28-13:1; II Cor.5:15; 6:14-7:1; Gál.5:6; Efé.1:13-14; 2:8-10; 3:16; 5:18-20; Tito 3:3-18; Tiag.2:17; I João 2:2).
V. Doutrina do Homem
Cremos que o homem foi directamente criado por Deus à Sua imagem e semelhança, mas que caiu em pecado por sua livre vontade. Cada ser humano é pecador por natureza, com um desejo inato de viver uma vida de pecado e, por isso, encontra-se destituÃdo e separado da glória de Deus, e condenado. Cremos que o homem apenas pode ser transformado quando o EspÃrito Santo lhe concede uma nova natureza através da regeneração que vem como resultado do seu arrependimento e fé em Cristo. Cremos que o sofrimento pode vir à vida do crente, pelo que Deus não confere a prosperidade e a
saúde a todos como sinal da fé (Gén.1:26-27; 2:1-7, 15-17; 3:1-7, 16-17; Sal.51:5; Prov.3:11-12; Ecl.7:29; Mar.7:20-23; Luc.5:32; 24:47; João 3:3-8,16; 15:18; 16:33; Rom.3:10-12,23; 5:12; 6:23; 8:18; I Cor. 6:19; 15:22; II Cor. 5:17; Efé.1:13-14; 2:8-9; II Ped.3:9).
VI. A Doutrina do Pecado
Cremos que o pecado é incredulidade em Deus e toda a transgressão á Sua Lei e resulta numa brecha ou rompimento de relações entre o Deus pessoal e o pecador. As Escrituras declaram a realidade
do pecado universal e ensinam que o pecado tem afectado os céus, a terra e os seus habitantes, pelo que o homem ficou afastado de Deus e condenado (Ecl.7:20; Jer.3:25; 17:9; Rom.3:10, 23; 5:12; 6:23; 8:7-8; 14:23; Efé.2:1-3; Tiag.4:17; I João 3:4)
VII. A Doutrina da Salvação
Cremos que a vida sem pecado, a morte expiatória e a ressurreição de Jesus Cristo constituem a única base de justificação e salvação para todos os que n’Ele confiam. Cremos que a Regeneração, ou novo nascimento, é uma grande transformação operada pelo EspÃrito Santo em todos aqueles que se tornam crentes, é inseparável da confissão e do arrependimento dos pecados para com Deus e da fé no nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se por isso filhos de Deus para sempre. Cremos que ninguém é perdoado e salvo através das suas obras e esforços, porém a verdadeira fé resultará numa vida transformada e é acompanhada pelos frutos da sua vida renovada que conduz à s boas obras que agradam a Deus (João 1:12; 3:3-7; II Cor.5:17; Efé.2:1-10; Tiago 1:18; II Ped.1:4; I João 3:4,9; 5:1).Cremos que a Oração é uma adoração que inclui todas as formas de comunhão com Deus e todas as atitudes do espÃrito humano na sua aproximação a Deus. O único ser digno de adoração, tanto pública como privada, é a santÃssima Trindade. A oração é um acto de fé e oferecida em nome de Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e o homem e por meio de quem temos acesso ao Pai. Na oração é recebida, também, a orientação e a intercessão do EspÃrito Santo. É dever do crente orar porque essa é a vontade de Deus.(Sal.50:15; Mat.5:44; 6:9; 21:22; Luc.18:1; João 14:13-14; 15:7, 16; 16:23; Rom.8:15, 16, 26-27; Efé.6:12-18; Col.4:2; Heb.4:14-16; I Tim.2:1-3, 5; Tiag.1:5; 5:13-16; I João 5:14-15).
VIII. A Doutrina da Igreja
A palavra igreja é a tradução do termo grego “ekklesia”, que significa “chamados para fora” dentre as nações para constituÃrem o Corpo de Cristo, designando uma assembleia ou congregação
convocada com o propósito de obedecer aos princÃpios e preceitos da Palavra de Deus.Cremos que todos os remidos constituem a Igreja Universal. A Igreja é, actualmente, o corpo mÃstico de Cristo do qual Ele é a Cabeça viva e do qual todos os crentes regenerados, tirados de todo o mundo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, são os membros. A Igreja depende de Jesus Cristo para receber d´Ele poder, sabedoria, orientação e é a habitação do EspÃrito Santo. Cremos que é dever e privilégio da Igreja expressar a sua unidade, promover o seu crescimento reunindo-se em igrejas locais, dar testemunho da verdade, tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus, dar eterna glória a Deus e prestar-Lhe adoração, edificar e disciplinar os seus membros, evangelizar o mundo e praticar as Ordenanças instituÃdas por Jesus Cristo (Mat.16:16-18; 18:15-17; 28:18-20; Rom.12:4-5; I Cor.3:16; 6:19; 12:12-13; II Cor.11:2; Efé.1:22-23; 2:20-22; 3:10, 20-21; 4:4-16; 5:23-27; Heb.10:24-25).Cremos que as Ordenanças constituem aquilo que foi ordenado ou mandado por Jesus Cristo para a Igreja observar. Cremos que o Baptismo nas águas e a Santa Ceia do Senhor são as duas Ordenanças que devem ser cumpridas pela Igreja durante esta presente época. As Ordenanças são verdades cristãs simbolizadas; são memórias de Cristo observadas em obediência a Ele, expressões de amor e de devoção; são procedimentos que designam como discÃpulos de Cristo aqueles que as observam convenientemente. Não devem, contudo, ser consideradas como meio de salvação.(Mat.26:26-28; 28:18-20; Mar.14:22-24; 16:15-16; Luc.22:17-20; Act.2:41-42; 8:36-38; 10:47-48; Rom.6:3-10; I Cor.11:23-32).
IX. A Doutrina dos Anjos
Cremos que os anjos são seres criados por Deus, cujo ofÃcio é o de mensageiro de Deus, familiarizados com Ele face a face e, são seres espirituais, imortais, não eternos, poderosos, numerosos, velozes, dotados de inteligência superior e que ocupam diferentes posições e ordens.Todos os anjos foram criados santos, e muitos mantiveram a sua integridade e lealdade a Deus em obediência, outros contudo, desobedeceram a Deus e pecaram, tornando-se opositores dos propósitos de Deus e executores dos propósitos de Satanás.Satanás, ou o diabo, é um ser real, criado como anjo de Deus, de exaltada posição e ordem, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus. Satanás é o prÃncipe deste mundo, originou o pecado, habita nas regiões celestes, é activo na face da terra causando o sofrimento e o mal. Satanás está destinado a ser expulso dos lugares celestiais e, juntamente com os seus anjos, finalmente, lançado no lago de fogo (Gén.3:1-13; II Sam.14:17, 20; Sal.103:20; 148:2, 5; Job 1:6-8; 38:4-7; Eze.28:12, 14-15, 17; Dan.12:1; Luc.9:26; 20:35-36; Act.10:38; II Cor.4:4; Efé.1:21; 6:12; I Tes.4:16; Heb.1:13-14; 2:14; 12:22; II Ped.2:4, 11; Jud.6, 9; Apo.20:10; 22:8-9).
X. A Doutrina das Últimas Coisas
Cremos que, pela morte, as almas daqueles que confiaram em Jesus Cristo para a sua salvação entram na presença de Deus onde permanecem num estado de bem-aventurança consciente até à sua ressurreição corporal na Segunda Vinda de Jesus Cristo. O facto da Segunda Vinda de Jesus Cristo é claramente estabelecido pelos testemunho das Sagradas Escrituras. Jesus Cristo virá nas nuvens do céu, súbita, pessoal e corporalmente, em manifestação visÃvel e gloriosa, para buscar os Seus santos, nos ares, após o que virá juntamente com eles até esta terra. O propósito da Sua Segunda Vinda inclui a ressurreição dos mortos em Cristo, a transformação dos crentes vivos sem passarem pela morte, o arrebatamento da Igreja, que irá apresentar-se, como Noiva, a Cristo. Cremos na ressurreição literal e corporal de todos os mortos. Os justos ressuscitarão para a vida e os incrédulos para a condenação. Os crentes comparecerão perante o Tribunal de Cristo, as suas obras serão examinadas e o seu destino final é habitar no céu com Deus, eternamente. As almas dos incrédulos, pela sua morte, entram num estado de tormento, esperando o dia do julgamento do Grande Trono Branco, o JuÃzo Final, quando a alma reunida ao corpo ressurrecto será lançada eternamente no inferno, juntamente com Satanás e os seus anjos (Job 19:25-27; Sal.9:7-8; Mat.24:15-44; 25:31-46; Mar.13:26; Luc.16:19-31; João 5:28-29; Act.1:11; 17:31; I Cor.4:5; 15:12-17, 22.23; 51-54; II Cor.5:10; I Tes.4:13-18; II Tes.1:7-9; 2:1-10; II Tim.4:1-2, 7-8; Tito 2:13; Heb.4:13; 9:27; Tiag.1:12; I João 2:18; Apoc.10:19-21; 14:11; 19:7-9; 20:1-15; 21:1-8; 22:12).



